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Catarinense 2019

Avaí bate a Chape nos pênaltis e é campeão do Catarinense 2019

Após o 1 a 1 no tempo normal, Leão é 100% nas penalidades e fatura o 17º título estadual

22/04/2019 09h11
Por: Fronteira Online
Fonte: GZH
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Léo Munhoz | Diário Catarinense
Léo Munhoz | Diário Catarinense

O Avaí é o campeão do Campeonato Catarinense 2019 depois de vencer a Chapecoense nos pênaltis neste domingo (21). No tempo normal, o placar terminou 1 a 1. A Chape largou na frente com Régis Tosatti e o empate veio com Alex Silva, já no segundo tempo. Com a igualdade, os 15.876 torcedores na Ressacada e outros tantos espalhados por Santa Catarina tiveram de acompanhar a definição nas penalidades máximas, o que não ocorria desde 1946. Nelas, deu Leão, por 4 a 2, com uma defesa do goleiro Vladimir. Bruno Pacheco mandou a trave na última cobrança para o Verdão. 

Ainda que as equipes tivessem propostas ofensivas, o primeiro transcorria sem grandes oportunidades. A melhor do Avaí foi aos 25, quando Pedro Castro ficou de frente com Tiepo e o goleiro conseguiu a defesa. A Chapecoense mandou uma bola no gol, e acertou. Em sua sexta partida como profissional, o atacante Régis Tosatti mandou o chute certeiro no ângulo de Vladimir, aos 41. 

Mais aberto no segundo tempo, o Leão perseguiu o empate, chegou a colocar uma bola na trave, em cobrança de falta de Gegê, uma das surpresas na escalação azurra. Outra surpresa foi Alex Silva, presença em campo e na área para deixar tudo igual aos 30 do segundo tempo e levar o jogo para a definição de título nos pênaltis

Nas penalidades. João Paulo, Luan Pereira, Pedro Castro e Jones Carioca acertaram todas as cobranças. Pela Chape, Campanharo e Rafael Pereira converteram as duas primeiras cobranças. Na terceira, Vladimir defendeu o chute de Aylon. Na última, para seguir vivo nas penalidades, Bruno Pacheco mandou no travessão. 

Foi o Catarinense 2019, vem a Série A do Campeonato Brasileiro. Os dois representantes de Santa Catarina jogam às 19h de sábado. O Verdão encara o Internacional na Arena Condá. Enquanto isso, em Belo Horizonte, o Avaí vai para enfrentar o Atlético-MG no Independência. 

O Avaí apareceu com surpresas na escalação. Matheus Barbosa, por opção, e Daniel Amorim, lesionado, não estavam entre os 11. Gegê e Brizuela assumiram as vagas. Coube a Getúlio ficar com o comando de ataque, em vez do artilheiro do Catarinense 2019. Tampouco Igor Fernandes começou a partida. O lateral foi vetado no aquecimento ao acusar dores. Alex Silva apareceu na direita e Ygor foi cobrir o lado esquerdo. A Chapecoense, por sua vez, entrou em campo sem surpresas, com a escalação dentro do esperado. 

As propostas de ambos eram de ofensividade. Tanto que os primeiros momentos da partida eram das equipes esbarrando pelos marcadores na frente das grandes áreas. Foi em uma dessas, em trombada na intermediária da Chape, aos nove, que o primeiro "uh" foi arrancado das arquibancadas. João Paulo emendou com o chute na bola dividida. Passou perto do ângulo direito de Tiepo. Quase 10 minutos depois, o Verdão respondeu com duas chegadas seguidas pelo lado direito, capitaneadas por Everaldo. Em ambas, a defensiva azurra deu conta do recado. 

Demorou 25 minutos para o Avaí conseguir fazer uma jogada que tem como especialidade. Pelo lado direito, João Paulo colocou Pedro Castro para invadir a área e bater em cima do goleiro Tiepo, que fez a leitura correta da jogada e defendeu com o peito. Então a Chape também recorreu ao seu repertório. Foi com o toque de bola paciente no campo de ataque para tentar envolver o Leão. 

Gastava a redonda enquanto a tinha, porém não conseguia entrar na área. O jeito foi tentar os chutes de longa distância. O primeiro, de Elicarlos, aos 36, que passou longe. O segundo foi do novato Régis, aos 41. Com liberdade, mandou o canudo inapelável e indefensável ao goleiro Vladimir. A Chapecoense foi ao intervalo com dedos escorados na taça.

Em desvantagem no placar, o Avaí foi obrigado a se lançar ao ataque. Para isso, o técnico Geninho tirou o volante Mosquera e colocou o armador André Moritz em campo. Com apenas cinco minutos de segundo tempo, o Leão ficou a poucos metros do empate - que só viria mais tarde. O ataque em velocidade culminou com João Paulo com a bola entre os pés dentro da área seguido do chute que passou pelo goleiro. 

A poucos passos da linha, o zagueiro Douglas impediu com a perna. A atitude azurra mudou. Sobrou para a Chapecoense tentar segurar o resultado. Nem que fosse em pensamento, como aconteceu aos 13 minutos. Em batida de falta frontal, Gegê tirou da barreira e só não tirou o grito de gol da garganta da torcida porque a redonda deu no meio da trave direita de Tiepo. Tanto o poste quanto o Verdão tremeram. 

Em seguida, o Leão renovou o fôlego ofensivo com a saída de Brizuela e entrada de Jones Carioca. A Chapecoense começou a travar o time da casa, que processou a última mudança aos 28, com a entrada de Luan Pereira na vaga de Gegê. Entrada certeira. Em sua primeira jogada, dois minutos depois de acessar o interior das quatro linhas, a cria da base azurra mandou certinho no meio da área. Encontrou a cabeça do lateral Alex Silva e grito da torcida. Testada da risca da pequena área para deixar tudo igual. O Verdão começou a queimar as substuições com Amaral e Lourency nas vagas de Elicarlos e Régis, autor do gol verde, respectivamente.

O fator campo, a única vantagem do Avaí pela melhor campanha, começou a pesar porque a torcida não parou mais de cantar desde a igualdade decretada.  Cansada, a Chape se contentou em aguardar pelas penalidades máximas. Aos 44, em jogada da bola parada, quase o Avaí resolveu no tempo normal. Tiepo fez defesaça em testada de Getúlio, à queima-roupa. Apesar de todo o esforço do time e de grande parte dos 15.876 torcedores na Ressacada, o campeão só seria conhecido nos pênaltis. 

Embalado pela reação ao longo do segundo tempo, o Avaí foi superior da marca fatal. João Paulo, Luan Pereira, Pedro Castro e Jones Carioca foram precisos. Acertaram todas as cobranças que o Leão teve. A Chapecoense converteu as duas primeiras, com Gustavo Campanharo e Rafael Pereira. 

Na seguinte ao Verdão, quando ninguém havia errado até então, Vladimir voou no canto esquerdo para defender a batida de Aylon. O último chute do Catarinense 2019 foi o pênalti de Bruno Pacheco, que bateu no travessão, quicou no chão e saiu. Foi a senha para a invasão da torcida azurra ao gramado da Ressacada para celebrar o 17º título estadual da história do clube.

FICHA TÉCNICA

AVAÍ 1 (4) X (2) 1 CHAPECOENSE

AVAÍ

Vladimir: Alex Silva, Betão, Marquinhos Silva e Iury; Mosquera, Pedro Castro e Gegê (Luan Pereira); João Paulo, Getúlio e Brizuela (Jones). Técnico: Geninho. 

CHAPECOENSE

Tiepo; Eduardo (Rafael Pereira), Gum, Douglas e Bruno Pacheco; Márcio Araújo, Elicarlos (Lourency) e Campanharo; Aylon, Everaldo e Régis (Amaral). Técnico: Ney Franco.

GOLS: Régis (C, 41/1T) e Alex Silva (A, 30'/2T)

CARTÕES AMARELOS: André Moritz, João Paulo, Luan Pereira, Alex Silva e Iury (A). Amaral, Everaldo e Campanharo (C).

ARBITRAGEM: Bráulio da Silva Machado, auxiliado por Helton Nunes e Alex dos Santos. Rafael Traci (VAR).

BORDERÔ: 15.876 torcedores / renda de R$ 439.555,00.

LOCAL: Ressacada, em Florianópolis. 

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