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"Brasil não pode parar por 5 ou 7 mil mortes", diz dono do Madero

"Não podem simplesmente os infectologistas decidirem que tem que todo mundo parar, independente das consequências gravíssimas que a economia no Brasil vai ter", disse

24/03/2020 11h02
Por: Marcos Engel
Fonte: Congresso em Foco
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Junior Durski, dono dos restaurantes da rede Madero
Junior Durski, dono dos restaurantes da rede Madero

O empresário Junior Durski, dono dos restaurantes da rede Madero, afirmou em um vídeo publicado na sua conta do Instagram que o país não pode parar "por cinco ou sete mil mortes". Para ele, "pior é o que já acontece no país". Durski afirmou que os danos econômicos serão maiores do que as mortes que o vírus pode causar.

"O país não aguenta, não pode parar dessa maneira. As pessoas têm que produzir e trabalhar. Não podemos [parar] por conta de cinco ou sete mil pessoas que vão morrer. Isso é grave, mas as consequências que vamos ter economicamente no futuro vão ser muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus", disse o empresário.

Durski afirmou que "em 2018 morreram mais de 57 mil pessoas assassinadas no Brasil, morreram mais de seis mil pessoas por desnutrição, por fome no Brasil", em uma tentativa de justificar seu posicionamento, sem, no entanto, ressaltar que se o cenário se repetisse identicamente em 2020, seriam essas mortes somadas às mortes por coronavírus.

Para o empresário, que é sócio de Luciano Huck e apoiador de Jair Bolsonaro, "não podem simplesmente os infectologistas decidirem que tem que todo mundo parar, independente das consequências gravíssimas que a economia no Brasil vai ter".

O pensamento do empresário vai ao encontro do que tem dito Jair Bolsonaro. Para o presidente, está havendo uma "histeria" por parte da mídia. Na última semana o chefe do Executivo chamou o coronavírus, que já matou 16.284 pessoas em todo mundo, de uma "gripezinha". Bolsonaro também tem, constantemente, criticado os governadores estaduais que estão tomando medidas aos moldes do que é aconselhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e restringido as aglomerações.

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