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CHILE

Congresso do Chile é esvaziado por tumulto em protesto

Manifestantes e forças de segurança entram em confronto durante protesto em Valparaíso, no Chile, nesta sexta-feira (25) — Foto: Rodrigo Garrido/Reuters

25/10/2019 16h09
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Fonte: G1
Manifestantes e forças de segurança entram em confronto durante protesto em Valparaíso, no Chile, nesta sexta-feira (25) — Foto: Rodrigo Garrido/Reuters
Manifestantes e forças de segurança entram em confronto durante protesto em Valparaíso, no Chile, nesta sexta-feira (25) — Foto: Rodrigo Garrido/Reuters

A sede do Congresso do Chile, em Valparaíso, foi esvaziada nesta sexta-feira (25) devido aos protestos violentos que ocorrem do lado de fora do prédio. As sessões parlamentares estão suspensas. Houve confronto entre manifestantes e forças de segurança, e ao menos dois policiais estão feridos, segundo o jornal "El Mercurio".

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Autoridades chilenas ainda confirmaram mais uma morte, o que eleva o número de vítimas para 19 desde semana passada, quando os protestos contra aumento nas passagens de metrô de Santiago desencadearam em uma série de manifestações por todo o país – algumas com confronto entre manifestantes e forças de segurança.

Valparaíso, na costa central do Chile, abriga o poder Legislativo do país. Desde o início das manifestações, houve saques a comércios e barricadas na cidade, que também tem o principal porto do país.

De acordo com o jornal "La Tercera", o presidente da Câmara dos Deputados, Iván Flores, afirmou que as sessões devem ser retomadas no sábado.

De acordo com o jornal "La Tercera", o presidente da Câmara dos Deputados, Iván Flores, afirmou que as sessões devem ser retomadas no sábado.

"Pedi que os funcionários deixem suas tarefas. Eu assumo a responsabilidade para que saiam do edifício", disse Flores.

Diversas regiões do Chile terão mais um toque de recolher nesta noite – incluindo Valparaíso, onde o Congresso foi esvaziado; e a região metropolitana de Santiago.

Em duas regiões – Arica y Parinacota e Los Ríos –, as autoridades decidiram que não haverá toque de recolher nesta noite. É a primeira vez desde o início do estado de emergência que a medida não ocorrerá em locais onde já ocorreram.

Manifestantes continuaram nas ruas nesta sexta-feira, dia que marca uma semana do início da onda de protestos no Chile. Na maior parte dos casos, os manifestantes marcham pacificamente, segundo a imprensa chilena.

O governo local tentou uma série de medidas para estancar os protestos. Primeiro, anulou o aumento nos preços das passagens – motivo pelo qual os atos começaram em Santiago. Não adiantou.

Depois, na terça-feira, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou um pacote de medidas que incluía aumento nas aposentadorias e reforma política. Mesmo assim, os protestos continuaram por todo o país – e, em alguns casos, os manifestantes pedem a saída de Piñera.

 

 

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