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Com pressão, Athletico força o Grêmio ao erro e constrói virada histórica rumo à final; análise

Com Léo Cittadini de titular, Athletico ganha em movimentação no meio-campo e marcação na saída de bola. Athletico faz 2 a 0 e avança nos pênaltis para pegar o Inter na finalíssima

05/09/2019 08h17
Por: Fronteira Online
Fonte: Globo Esporte
Rodolfo Buhrer
Rodolfo Buhrer

O técnico Tiago Nunes destacava a necessidade de uma atuação que beirasse a perfeição para que o Athletico eliminasse o Grêmio e chegasse à final da Copa do Brasil. Dito e feito. O Furacão controlou o jogo, forçou o Tricolor gaúcho ao erro e construiu uma virada histórica. 

 

O Grêmio, acostumado a mata-matas, nunca tinha sido eliminado após abrir uma vantagem de pelo menos dois gols. Isso até a noite de quarta-feira. Com 11 desfalques e opções limitadas para armar o time, Tiago Nunes trocou o atacante Marcelo Cirino pelo volante Léo Cittadini. 

A substituição poderia indicar uma postura mais cautelosa, mas o Furacão - pelo contrário - dominou o jogo. Com velocidade e pressão, o time de Tiago Nunes forçou o Grêmio ao erro, rondou a área adversária (69% a 31% em posse de bola) e construiu o 2 a 0. 

O número de passes certos e errados ajuda a explicar o jogo. O Athletico deu mais passes (352) e acertou mais (95%). Já o Grêmio trocou menos passes (139) e errou mais (87%). Tiago Nunes destacou a pressão exercida pelo Athletico e o sucesso durante os 90 minutos. 

- O Grêmio não abandonou o estilo dele. A gente que impôs um ritmo de velocidade e pressão na bola, que obrigou o Grêmio a forçar o passe. As vezes que o Grêmio conseguiu sair da pressão foram com um toque na bola, no máximo dois, aí acelerou, conseguiu sair da pressão e chegou no nosso campo de defesa. E foram raras as vezes.

O Athletico tem variado bastante o esquema tático dentro dos jogos: 4-2-3-1 ou 4-3-3 na criação das jogadas e um 4-4-2 sem a bola. Em alta intensidade, vários jogadores apareciam na frente. Destaque, nesse quesito, para os jovens volantes Bruno Guimarães e Léo Cittadini. 

- Nossa pressão foi muito intensa. O Cittadini entrou também por causa disso, é um cara que pressiona muito a bola, com o Marco (Ruben) e com os jogadores de meio-campo. Foi um time fisicamente muito forte, superou um time muito forte. A gente induziu o Grêmio ao erro. A partir daí, ficamos com a bola, que é a característica da nossa equipe.

O Athletico, agora, enfrenta o Internacional na decisão da Copa do Brasil. Os jogos serão nas próximas duas quartas. O sorteio para definir os mandos será realizado na tarde desta quinta.

O próximo desafio do Athletico será contra o Santos, às 16h de domingo, na Vila Bemiro, pelo Brasileirão. O Furacão ocupa o nono lugar, com 25 pontos. O Santos é o vice-líder, com 36. 

Tiago Nunes vai poupar os titulares da Copa do Brasil. O time terá três treinos, mas uma provável escalação tem Caio; Madson, Pedro Henrique, Léo Pereira (Lucas Halter) e Adriano; Matheus Rossetto, Erick, Everton Felipe; Braian Romero, Vitinho e Thonny Anderson.

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