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Produção da indústria cresce em julho, mas estoques atingem maior nível desde greve dos caminhoneiros, diz CNI

Índice de emprego no setor também continua em queda, segundo pesquisa. Utilização da capacidade instalada subiu.

22/08/2019 13h59
Por: Fronteira Online
Fonte: G1
Foto: Reprodução/ Rede Peperi
Foto: Reprodução/ Rede Peperi

O índice de produção da indústria chegou a 53 pontos em julho, alta de 9,6 pontos na comparação com junho, divulgou nesta quinta-feira (22) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador está 5 pontos acima da média histórica e é o maior desde outubro do ano passado.

Por outro lado, o índice de estoques efetivos em relação ao planejado atingiu 52,8 pontos, maior nível desde maio de 2018, quando houve a greve dos caminhoneiros e produtos ficaram encalhados.

O salto na produção se deu em função do aumento da utilização da capacidade instalada da indústria, que subiu 2 pontos percentuais em relação a junho, a 68%. As grandes empresas são as que melhor estão aproveitando a estrutura que já têm, com 72% de uso da capacidade. Nas médias, a fatia ficou em 67% e nas pequenas, em 61%.

"A ociosidade e os estoques seguem elevados. Isso dificulta uma recuperação mais rápida [do setor]", diz em nota o economista da CNI, Marcelo Azevedo.

O índice de emprego também continua em queda no setor e ficou em 48,4 pontos em julho, abaixo da linha divisória de 50 pontos – indicadores da Sondagem Industrial variam de 0 a 100 pontos e apontam crescimento sobre o mês anterior quando ultrapassam os 50.

Disposição para investir aumenta

O índice de intenção de investimentos para os próximos seis meses ficou em 54,1 pontos em agosto, 1,7 ponto acima do apurado em julho e 4,9 pontos superior à média histórica.

"Os empresários perceberam melhora nas condições de seus negócios, com aumento da produção e da utilização da capacidade instalada. Por conta disso, a intenção de investir aumentou. Se as expectativas hoje otimistas não se frustrarem, poderemos ter mais números positivos de atividade nos próximos meses", afirma Azevedo.

A pesquisa foi feita entre 1º e 13 de agosto com 1.957 empresas – 776 pequenas, 704 médias e 477 de grande porte.

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