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PALHOÇA SC

Polícia do DF fecha laboratório de ecstasy em SC; investigação começou após morte de estudante em festa rave

Ana Carolina Lessa morreu em 2018. Livro de contabilidade mostra que laboratório produzia 200 mil comprimidos de ecstasy por mês

23/07/2019 16h14
Por: Fronteira Online
Fonte: G1
Foto: Polícia Civil/Divulgação
Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal fechou no último sábado (20), um laboratório de ecstasy e outras drogas sintéticas, na cidade de Palhoça, em Santa Catarina. A investigação começou em junho de 2018 com a morte da estudante de enfermagem Ana Carolina Lessa, de 19 anos, após uma festa rave no Recando da Emas.

No laboratório, os investigadores encontraram aproximadamente dois mil comprimidos e cinco quilos de MDMA, matéria prima usada na fabricação de drogas sintéticas. Seis prensas automáticas e um livro de contabilidade foram apreendidos.

Segundo a polícia, as anotações apontam uma produção mensal de 200 mil comprimidos de ecstasy. A droga era vendida em várias regiões do país.

A operação, que levou o nome de "Operação El Patron", foi comandada pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), do Distrito Federal. Ao G1, o delegado Rogério Henrique Rezende Oliveira disse que prendeu o chefe da quadrilha, dois traficantes e outras seis pessoas.

Também foram apreendidos cinco carros importados. De acordo com a investigação, a droga era vendida pela internet para traficantes que depois usavam serviços postais para fazer a entrega.

As investigações que levaram ao laboratório em Santa Catarina começaram em 2018, após a morte da estudante de enfermagem Ana Carolina Lessa, de 19 anos. A jovem saiu para a festa chamada "Arraiá Psicodélico" no sábado, 23 de junho, e só foi encontrada pela mãe e duas amigas perto da meia-noite de domingo (24).

Por volta das 7h de segunda-feira (25), a mãe conseguiu levar a filha para um hospital particular de Brasília, na região do Cruzeiro Velho. De acordo com o relato de uma funcionária do hospital, os médicos tentaram reanimar Ana Carolina, mas não conseguiram.

Perto das 9h do dia 25 de julho a estudante morreu após falência dos rins e duas paradas cardíacas. Ela foi enterrada dois dias depois, no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.

À época, a mãe e as amigas da universitária disseram que Ana Carolina foi vítima. "Ela pode ter usado drogas ou ter ingerido substâncias alucinógenas sem saber".

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