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Servidora da Justiça desaparecida há mais de um ano é resgatada de cárcere privado em SC

Mulher foi achada em cubículo em Itajaí. Segundo TJSC, ela foi mantida no local pelo namorado. Ele foi preso.

08/06/2019 18h53
Por: Fronteira Online
Fonte: G1
Foto: Ilustrativa/ Reprodução/ BandNews
Foto: Ilustrativa/ Reprodução/ BandNews

Uma servidora do fórum de Itajaí foi resgatada após mais de um ano desaparecida. Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), ela foi encontrada em um cubículo na cidade, onde era mantida em cárcere privado pelo namorado. O homem foi preso. A vítima foi achada na quarta-feira (5).

O resgate foi feito pela Divisão de Inteligência do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do TJSC, que possui policiais e que atua na segurança dos servidores do Poder Judiciário.

Investigações

A servidora era técnica judiciária auxiliar. Em janeiro de 2018, ela tirou férias e não retornou mais ao trabalho. O TJSC entrou em contato com a Divisão de Inteligência, que fez a investigação. Houve interceptação telefônica, quebra de sigilo bancário, busca e apreensão, entre outras ações. As investigações duraram até agosto de 2018 e foram suspensas por falta de informações.

Na terça (4), um vizinho do cubículo onde a servidora e o namorado dela estavam entregou a uma juíza de Itajaí uma carta escrita pela vítima, que pedia ajuda. O delegado Mauro Rodrigues, chefe da Divisão de Inteligência, afirmou que a servidora foi encontrada debilitada, fora de si e que o local estava em péssimas condições de higiene.

Ele disse que a servidora teria sido manipulada pelo namorado, que a fez acreditar que precisava ficar escondida porque era perseguida pela polícia e por políticos. O delegado disse que o suspeito e a vítima estavam transtornados e falavam o tempo todo em perseguição.

A servidora era dependente química e já havia tentado tratamento contra esquizofrenia, conforme Rodrigues. A Divisão de Inteligência acredita que o namorado agravou o quadro dela. O suspeito foi preso em Itajaí.

A servidora foi levada ao Instituto Psiquiátrico de São José, na Grande Florianópolis, onde foi internada. A família dela é de Maravilha, no Oeste catarinense.

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